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Enviado especial de Trump, Richard Grenell, afirma que EUA não buscam mudanças no regime de Maduro

Enviado especial de Trump, Richard Grenell, afirma que EUA não buscam mudanças no regime de Maduro

Sinais contraditórios sobre o regime autoritário de Nicolás Maduro na Venezuela estão emanando do governo de Donald Trump, criando incertezas e desestabilizando os opositores do ditador. Recentemente, Richard Grenell, enviado especial do presidente dos Estados Unidos para a Venezuela, tentou esclarecer a postura americana, afirmando que o governo de Trump não tem intenção de buscar mudanças no regime de Maduro.

“Está muito claro que Donald Trump é alguém que não quer fazer mudanças no regime. Ele quer fazer tudo o que puder para tornar o povo americano mais forte e mais próspero. Estamos focados nisso agora”, declarou Grenell em entrevista ao site “The Epoch Times”, vinculado à extrema direita.

No final de janeiro, Grenell se reuniu com Maduro no Palácio Miraflores e retornou com a libertação de seis americanos pelo regime venezuelano. Essa abordagem difere significativamente da postura do primeiro mandato de Trump, que foi um dos primeiros a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e se opôs veementemente ao governo de Maduro, intensificando as sanções contra ele.

Embora os Estados Unidos ainda reconheçam Edmundo González como o vencedor das eleições de julho passado, o recente degelo nas relações parece ser benéfico para ambas as partes. Maduro ganha um selo de legitimidade internacional, ajudando a consolidar sua permanência no poder, enquanto Trump alivia a pressão sobre o regime para facilitar negócios relacionados ao petróleo e para impulsionar as deportações de imigrantes venezuelanos sem documentos.

Logo no início de seu governo, Trump revogou o Status de Proteção Temporária (TPS) de cerca de 600 mil imigrantes venezuelanos nos EUA, o que aumentou ainda mais a tensão entre os dois países.

Para o jornalista exilado Arturo McFields, ex-embaixador da Venezuela na OEA, Maduro cedeu às demandas do novo governo americano ao permitir o retorno de imigrantes, receber criminosos da gangue Tren de Aragua e libertar prisioneiros americanos. Em artigo publicado no site “The Hill”, McFields afirma: “A única coisa que o autocrata não está disposto a abrir mão é do poder. E o novo governo parece não estar disposto a usar o dinheiro dos contribuintes para derrubar seu regime.”

Embora os Estados Unidos mantenham sanções contra membros do círculo íntimo de Maduro, no início de fevereiro, a licença que permite que a Chevron opere na Venezuela foi renovada.

Por outro lado, permanece incerta a posição do secretário de Estado, Marco Rubio, um crítico ferrenho de Maduro, sobre as ações da Casa Branca para aproximar-se do ditador. Até o momento, os sinais dessa nova relação entre Trump e Maduro continuam confusos e imprevisíveis, deixando no ar uma sensação de que algo está mudando, mas de forma ainda incerta.

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