Trump assina ordem suspendendo imigração na fronteira com o México

Nesta quarta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva suspendendo a entrada de imigrantes na fronteira com o México. A medida faz parte de um conjunto de ações do governo Trump para intensificar o combate à imigração ilegal, um dos principais pilares de sua campanha presidencial. Desde o início de seu governo, Trump tem adotado diversas medidas para dificultar a entrada de estrangeiros e aumentar a fiscalização na região.

Logo após tomar posse, em 20 de janeiro, Trump declarou emergência nacional na fronteira, o que facilitou a liberação de recursos federais para a construção de um muro entre os dois países. Ele também anunciou o envio de tropas para reforçar a segurança na área e ampliou os poderes dos agentes de fiscalização, permitindo que qualquer suspeito fosse preso. Além disso, o governo revogou medidas adotadas pelo ex-presidente Joe Biden, permitindo a prisão de imigrantes em áreas consideradas protegidas, como escolas, hospitais e igrejas.

As novas ordens executivas também incluem a promessa de Trump de realizar a maior deportação em massa da história dos Estados Unidos, com milhões de imigrantes ilegais sendo expulsos. Confira as principais ações anunciadas:

1. Emergência Nacional e Segurança Reforçada:
Trump declarou emergência na fronteira e autorizou o envio de tropas para reforçar a segurança. A medida facilita a liberação de recursos para retomar a construção do muro e amplia os poderes dos agentes de imigração para deter suspeitos.

2. Fim da Cidadania Automática:
Trump assinou uma ordem que elimina o direito à cidadania automática para filhos de imigrantes ilegais ou com vistos temporários nascidos nos Estados Unidos. A medida, que contraria a 14ª Emenda da Constituição, gerou controvérsias e ações judiciais por parte de estados governados por democratas.

3. Deportação Expressa:
O governo ampliou a aplicação da deportação acelerada, permitindo a expulsão rápida de imigrantes ilegais sem audiência judicial. A medida elimina as restrições adotadas durante o governo Biden, abrangendo agora todos os imigrantes que não provem residir no país há mais de dois anos.

4. Prisões em Áreas Protegidas:
O Departamento de Segurança Interna revogou uma proibição que impedia a prisão de imigrantes em locais como hospitais, escolas e igrejas. Agora, agentes podem realizar prisões nessas áreas, com o governo argumentando que isso impede que criminosos se escondam nesses locais.

5. Programa “Fique no México”:
Trump anunciou a retomada do programa “Fique no México”, que obriga os imigrantes que solicitam asilo a esperar a análise do pedido no território mexicano. A medida gerou indignação entre os imigrantes, especialmente aqueles que aguardavam para entrar no país.

6. Restrição no Uso da “Parole”:
A administração Trump também restringiu o uso da “parole”, que permite a entrada legal de imigrantes em situações de emergência. O governo alega que a gestão Biden usou indiscriminadamente essa ferramenta, permitindo a entrada de milhões de imigrantes sem a devida análise.

Com essas novas medidas, Trump reafirma seu compromisso com o endurecimento da política de imigração, um tema central em sua plataforma política. As ações continuam a gerar debates acalorados sobre os limites do poder executivo e os direitos dos imigrantes nos Estados Unidos.

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