O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (8) que os preços dos combustíveis no Brasil têm espaço para cair, diante da recente redução de cerca de US$ 5 na cotação do barril de petróleo tipo Brent, no mercado internacional.
Segundo o ministro, a cotação do Brent — usada como referência global — caiu de cerca de US$ 70 para US$ 64,85 por barril. Para Silveira, essa baixa abre caminho para reduções nos preços praticados no Brasil, mas ele alertou que o cenário internacional é instável e influenciado por decisões políticas do presidente norte-americano, Donald Trump, como o recente aumento de tarifas de importação.
“Temos todas as condições para redução no preço dos combustíveis. Mas é importante lembrar que essa queda do Brent reflete, em grande parte, as loucuras cometidas pelo presidente dos Estados Unidos”, afirmou Silveira durante entrevista em Brasília, após a abertura do evento Gas Week.
Diferença na paridade preocupa
Embora negue pressão direta sobre a Petrobras, fontes do Ministério de Minas e Energia indicam que os preços da estatal estão acima da paridade internacional. Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a diferença chega a R$ 0,13 no diesel e R$ 0,12 na gasolina.
No entanto, o ministro destacou a confiança na nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, elogiando sua postura técnica e equilibrada.
“Ela é uma pessoa diligente e compreende a importância de equilibrar interesses nacionais com os dos acionistas”, afirmou.
Petrobras já reduziu preço do diesel
No dia 1º de abril, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,17 no litro do diesel nas refinarias, o que representa uma queda de 4,78%. A medida foi bem recebida, mas o mercado ainda observa a defasagem frente aos preços internacionais.
Política de preços e repasses
Desde maio de 2023, a Petrobras passou a adotar uma nova política de preços que considera o valor internacional do petróleo como um dos fatores, mas não o único. O modelo atual visa evitar repasses imediatos das variações externas.
Estudo da Leggio Consultoria mostra que a Petrobras mantém, em média, os preços 5% abaixo do valor de importação, com os repasses de alta sendo feitos com cerca de um mês de atraso, enquanto quedas são aplicadas com mais rapidez.








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