A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta terça-feira (8) a ampliação da operação da Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário Elon Musk, no Brasil. Com a decisão, a empresa poderá lançar mais 7,5 mil satélites de baixa órbita, além dos 4,4 mil já autorizados, mantendo o prazo de atuação até 2027.
Apesar da autorização, a Anatel emitiu um “alerta regulatório” e apontou a necessidade urgente de revisar as normas que regulamentam os satélites não geoestacionários, ou seja, aqueles que se movem constantemente em relação à superfície da Terra.
🚀 O que são satélites de baixa órbita?
- São satélites que orbitam a Terra em altitudes menores e com maior velocidade, o que os torna “não estacionários” para observadores em solo.
- Essa tecnologia é usada principalmente para fornecer internet de alta velocidade a regiões remotas, onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações não chega.
📡 Por que a Anatel emitiu o alerta?
Segundo o conselheiro Alexandre Freire, relator do processo, o alerta serve para destacar a urgência na atualização do marco regulatório vigente, diante do crescimento da atividade comercial com esse tipo de satélite. Ele citou riscos nos seguintes aspectos:
- Concorrência
- Sustentabilidade espacial
- Soberania digital
“Diante dos efeitos da intensificação da exploração comercial de satélites de órbita baixa, emite-se alerta regulatório para destacar a atualização em curso do marco normativo”, declarou Freire.
O Regulamento Geral de Exploração de Satélites, criado em 2021, já prevê que os sistemas de satélites devem coexistir e evitar restrições à competição. A norma também autoriza a agência a rever ou alterar permissões caso riscos à concorrência sejam identificados.
📑 Próximos passos
O Conselho Diretor da Anatel determinou que as áreas técnicas da agência iniciem, com urgência, uma análise de impacto regulatório, levando em conta:
- Diretrizes internacionais
- Eficiência no uso do espectro
- Segurança das redes
- Promoção da concorrência
- Soberania nacional
A decisão foi tomada por meio de circuito deliberativo, mecanismo que permite a votação entre conselheiros sem necessidade de reunião presencial. O tema já havia sido pautado para a reunião de 3 de abril, mas foi adiado por até 120 dias para aprofundamento das discussões.








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