O Papa Francisco faleceu nesta segunda-feira em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido por um quadro de insuficiência cardíaca irreversível. A informação foi divulgada há pouco pelo Vaticano.
De acordo com a certidão médica, o pontífice sofreu um AVC cerebral, entrou em coma e apresentou um colapso cardiocirculatório irreversível às 7h35, no horário de Roma (2h35 em Brasília). A morte foi confirmada por um exame de eletrocardiograma.
O boletim médico indica que o estado de saúde do Papa se agravou devido à pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão e diabetes tipo 2. O atestado de óbito foi assinado por Andrea Arcangeli, diretor do Departamento de Saúde e Higiene da Cidade do Vaticano.
Francisco havia ficado internado por mais de um mês, entre fevereiro e março deste ano, tratando uma pneumonia. Apesar de ter recebido alta hospitalar, continuava em casa sob cuidados médicos intensivos.
Líder da Igreja Católica desde 2013, o argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa latino-americano e também o primeiro jesuíta a ocupar o trono de São Pedro. Sua morte representa uma grande perda para os mais de 1,3 bilhão de católicos ao redor do mundo.
Durante seu papado, que durou quase 12 anos, Francisco ficou marcado por posições progressistas sobre temas como o meio ambiente, acolhimento de imigrantes, combate à pedofilia na Igreja e o diálogo inter-religioso. Ele foi eleito no dia 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave que escolheu o sucessor de Bento XVI — decisão que, segundo ele mesmo, foi contra sua vontade inicial.








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