O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (5) em queda, em um dia mais curto de negociações no Brasil, devido ao feriado de Quarta-Feira de Cinzas. As negociações começaram apenas às 13h. Com o foco voltado para o exterior, os investidores acompanharam atentamente os desdobramentos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na terça-feira (4), entraram em vigor tarifas de 25% sobre todos os produtos provenientes do Canadá e do México, além de uma taxa adicional de 10% sobre as importações da China. A resposta dos países foi imediata, com ameaças de retaliação, o que causou instabilidade nos mercados globais.
No entanto, uma mudança no tom do governo dos EUA gerou um clima de otimismo. O Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que o país deve anunciar medidas de alívio para setores específicos, com possibilidade de retirar as tarifas, caso o Canadá e o México limitem a entrada de imigrantes ilegais. Essa nova perspectiva impulsionou os mercados globais, que operam em terreno positivo, com investidores mais confiantes.
Dólar e Ibovespa
Até as 14h30, o dólar operava em queda de 1,94%, cotado a R$ 5,8012. Na última sexta-feira (28), a moeda teve alta de 1,50%, fechando a R$ 5,9162. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava alta de 0,27%, aos 123.130 pontos, após uma queda de 1,60% na sexta-feira.
Impacto das Tarifas de Trump
As tarifas impostas por Trump continuam a afetar os mercados, com os Estados Unidos enfrentando retaliações de outros países, como o Canadá, que impôs tarifas de 25% sobre US$ 107 bilhões em produtos dos EUA. A China também respondeu com taxas adicionais sobre exportações agrícolas dos EUA e novas restrições a empresas norte-americanas.
A estratégia de Trump visa proteger a economia dos EUA, mas o risco de uma guerra comercial com as maiores economias do mundo continua a crescer. A expectativa é que o governo dos EUA seja mais flexível em relação às tarifas, o que alivia a pressão nos mercados e diminui o risco de inflação mundial.
O cenário permanece instável, mas a mudança de tom no governo norte-americano trouxe um certo alívio, com os mercados globais reagindo positivamente.








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