Foto: Thiago Leon / Santuário Nacional
Um dos símbolos mais importantes da fé cristã no país está em peregrinação: a Cruz da Primeira Missa celebrada no Brasil chegou nesta quarta-feira (16) ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
Com aproximadamente 40 centímetros de altura e feita de ferro, a cruz é uma relíquia histórica que faz parte das comemorações pelos 525 anos da celebração da primeira missa em solo brasileiro, realizada em 1500.
A peça veio de Portugal, onde permanece guardada no Tesouro-Museu da Sé de Braga, e está sendo levada a diversas cidades brasileiras em uma jornada simbólica e espiritual.
No Vale do Paraíba, além de Aparecida, a cruz também passou por Cachoeira Paulista e Guaratinguetá. O roteiro da peregrinação inclui ainda outras cidades brasileiras de grande relevância histórica e religiosa, como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belém e Porto Alegre.

A visita da cruz faz parte do evento “Brasil com Fé – Celebrando os 525 Anos da Primeira Missa no Brasil, Terra de Santa Cruz”. A iniciativa reúne o Movimento Brasil com Fé, o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor e o Instituto Redemptor. O objetivo é lembrar o valor da fé cristã e o início da história do Brasil sob essa perspectiva.
Segundo o padre Jorge Américo, missionário redentorista e prefeito de Igreja do Santuário Nacional, esse momento representa um chamado à esperança. “A cruz para nós, cristãos, é sinal de esperança que não decepciona. Ela nos lembra que, mesmo diante do sofrimento, é possível encontrar luz e sentido na vida”, afirmou o religioso.

A Cruz da Primeira Missa seguirá em peregrinação até o dia 26 de abril, quando será levada a Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, na Bahia. Nessa data, será exatamente o aniversário de 525 anos da missa realizada pelos portugueses ao chegarem ao Brasil. No dia seguinte, a cruz será enviada de volta a Portugal, onde permanecerá no museu em Braga.
Marco histórico – Cruz da primeira Missa
A primeira missa em solo brasileiro foi celebrada em 26 de abril de 1500, poucos dias após a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral. O frei Henrique de Coimbra presidiu a cerimônia na praia da Coroa Vermelha, hoje localizada em Porto Seguro.
O episódio foi descrito por Pero Vaz de Caminha em carta enviada ao rei de Portugal, Dom Manuel I. No texto, Caminha relatou os primeiros contatos com os povos indígenas e as impressões sobre a nova terra descoberta.








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