A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta terça-feira (15), uma redução média de 3,71% nas tarifas da EDP, concessionária responsável pelo fornecimento de energia em 19 cidades do Vale do Paraíba. Essa nova tarifa entrará em vigor a partir de 23 de outubro.
Para os clientes de Alta Tensão, como indústrias e grandes varejistas, a redução será de 5,31%. Já os pequenos comércios e residências, que são considerados consumidores de baixa tensão, terão uma diminuição de 2,93% em suas contas.
Por exemplo, uma família que pagava R$100 na conta de luz verá sua fatura reduzir para R$97,05. Desse total, R$22,21 serão destinados à EDP, representando 22,9% da nova fatura, e usados para cobrir custos operacionais e investimentos na rede de distribuição. Outros R$37,04 irão para despesas com geração e transmissão de energia, enquanto R$37,81 serão alocados para encargos setoriais, impostos e tributos, correspondendo a 38,2% e 38,9%, respectivamente, do novo valor.
A EDP esclareceu que os novos índices são resultado da diminuição nos custos de encargos setoriais e gastos com transmissão de energia. “A contribuição para o índice negativo de reajuste foi influenciada pela redução dos custos com transmissão (-1,22%), encargos setoriais (-1,42%) e componentes financeiros negativos (-1,04%) devido ao crescimento do mercado”, afirmou a concessionária.
As cidades atendidas pela EDP na região incluem:
- Aparecida
- Caçapava
- Cachoeira Paulista
- Canas
- Caraguatatuba
- Cruzeiro
- Guaratinguetá
- Jacareí
- Jambeiro
- Lorena
- Monteiro Lobato
- Pindamonhangaba
- Potim
- Roseira
- Santa Branca
- São José dos Campos
- São Sebastião
- Taubaté
- Tremembé
Apesar do reajuste, a bandeira tarifária vermelha patamar 2 está ativa neste mês de outubro. Isso implica uma cobrança adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, um aumento em relação a setembro, quando a bandeira era vermelha patamar 1.
De acordo com a Aneel, a bandeira patamar 2 foi acionada devido ao risco hidrológico, ocasionado pela baixa pluviometria, e ao aumento no preço de referência da energia, reflexo da seca.








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