Nesta segunda-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que nesta terça-feira (18) serão reveladas mais de 80 mil páginas de documentos relacionados ao assassinato de John F. Kennedy, até então considerados secretos. A decisão ocorre após o republicano ter afirmado, em janeiro, que retiraria o sigilo sobre as investigações do caso que chocou o mundo em 1963.
John F. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, durante um desfile em carro aberto em Dallas, Texas. A versão oficial aponta Lee Harvey Oswald, ex-fuzileiro naval, como o responsável pelo crime. Contudo, o assassinato de Oswald dois dias depois, por Jack Ruby, gerou um clima de desconfiança, alimentando inúmeras teorias da conspiração sobre os reais responsáveis pelo atentado.
O caso foi investigado pela Comissão Warren, criada pelo presidente Lyndon B. Johnson logo após a morte de Kennedy. O relatório final de 888 páginas concluiu que Oswald agiu sozinho, mas desde sua publicação, o relatório tem sido alvo de ceticismo. Muitos críticos apontam falhas e omissões, como a não audiência do médico pessoal de Kennedy, e questionam a chamada “teoria da bala única”, que afirma que o mesmo tiro que atingiu Kennedy também feriu o governador do Texas, John Connally.
Com a liberação dos documentos, espera-se que novas respostas sobre o assassinato possam surgir, dissipando dúvidas e alimentando, ao mesmo tempo, novas especulações. O caso continua sendo um dos maiores mistérios da história dos Estados Unidos, com diversas teorias sugerindo a participação de outros atores, como a União Soviética, Cuba, a máfia, a CIA, e até mesmo o vice-presidente Lyndon B. Johnson.
A medida de Trump visa dar mais transparência ao caso, mas também alimenta ainda mais as discussões sobre o que realmente aconteceu em 1963.








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