O Governo de São Paulo autorizou nesta segunda-feira (12), a abertura da licitação que vai conceder à iniciativa privada a Estrada de Ferro Campos do Jordão, uma das ferrovias turísticas mais conhecidas do Estado e hoje fora de operação.
O decreto foi assinado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dá início ao processo que vai definir a empresa responsável por recuperar, operar e explorar o complexo ferroviário por 24 anos. A ideia do governo é atrair investimentos para devolver os trens turísticos à cidade e fortalecer o setor de turismo na Serra da Mantiqueira.
O projeto inclui 47 km de trilhos, o Museu de Memória Ferroviária, no Parque Capivari, e o Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba. Na primeira fase, a operação obrigatória vai ligar a estação Emílio Ribas, em Vila Capivari, até a estação Eugênio Lefévre, em Santo Antônio do Pinhal. A reativação do trecho até Pindamonhangaba deve acontecer em um segundo momento. A Maria-fumaça também deve voltar a circular.

Estão previstos dois tipos de passeio. O trajeto curto, dentro de Campos do Jordão, vai permitir embarque e desembarque ao longo do percurso e deve entrar em funcionamento no 3º ano da concessão. Já o trajeto médio, até Santo Antônio do Pinhal, tem entrega prevista a partir do 5º ano.
O projeto também prevê a recuperação de bondes, vagões e locomotivas, troca da fiação elétrica, reforma do pátio ferroviário e a construção de 2 novas estações, uma no portal de Campos do Jordão e outra em Vila Jaguaribe. Prédios históricos, como a Parada Damas e a antiga central administrativa, terão de ser preservados.

A empresa vencedora ainda poderá explorar hotéis, cafeterias e outros serviços turísticos ao longo da ferrovia. O investimento total previsto é de R$ 403,5 milhões, com cerca de R$ 17 milhões por ano para a operação.
Segundo a prefeitura, o leilão deve acontecer entre o fim de março e o começo de abril.
Inaugurada em 1914, a ferrovia nasceu para levar pacientes em busca de tratamento em Campos do Jordão e virou atração turística nos anos 1970. Após um acidente em 2012, os trens deixaram de circular, e agora a expectativa é ver os trilhos voltarem a ganhar vida.








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