A Associação Nacional dos Empregados da Eletrobras (Aeel) criticou duramente o acordo entre o governo e a Eletrobras, que será submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) até esta quinta-feira (6). A associação classificou o acordo como uma “traição nacional” em nota divulgada nesta quarta-feira (5), destacando que, caso os termos anunciados na última semana sejam mantidos, o Brasil sofrerá mais um “terrível golpe em sua soberania”.
A principal crítica da Aeel está no fato de o acordo prever o aumento do número de cadeiras do governo no Conselho de Administração da companhia privatizada para três dos dez assentos. Contudo, a associação questiona que, apesar de a União possuir cerca de 43% das ações da Eletrobras, ela tem apenas 10% dos votos nas assembleias, o que limita sua influência sobre as decisões estratégicas da empresa.
Embora a discussão inicial tenha sido sobre o poder de voto nas assembleias de acionistas, o acordo entre o governo e a Eletrobras contempla apenas a distribuição de cargos no Conselho de Administração. Segundo a Aeel, esses cargos seriam “decorativos” e não teriam impacto real na gestão da companhia, mesmo com a remuneração elevada.
O acordo também propõe que a Eletrobras se retire da Eletronuclear, a estatal responsável pelas usinas Angra 1, 2 e 3. A conclusão das obras da usina Angra 3, que está em debate pelo governo, segue sendo um ponto de discórdia. O governo poderá buscar um novo investidor para substituir a Eletrobras na Eletronuclear, mas, segundo a Aeel, o custo de mais de R$ 30 bilhões necessários para a conclusão das usinas e atualização de Angra 1 e 2 ficará integralmente a cargo do governo e do consumidor brasileiro, já que a Eletrobras não será mais responsável pela participação na estatal.
A associação ainda alerta que, caso o acordo seja aprovado, o governo e o povo brasileiro terão de arcar com os custos elevados do projeto, sem a contribuição da Eletrobras.








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