Receber um diagnóstico de câncer impõe desafios físicos, emocionais e sociais, mas a prática de exercícios físicos pode ser uma poderosa aliada no enfrentamento da doença. Estudos apontam que, além de melhorar a qualidade de vida, a atividade física auxilia na resposta ao tratamento, reduzindo efeitos colaterais e proporcionando mais disposição.
Por muito tempo, o repouso era a principal recomendação para pacientes oncológicos. No entanto, essa perspectiva mudou. De acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM), a prática regular de exercícios pode reduzir a fadiga, fortalecer a musculatura e melhorar a resposta ao tratamento. “O exercício melhora a circulação sanguínea, regula o humor e ajuda a manter a massa muscular, fatores essenciais para quem enfrenta a doença”, explica a professora doutora Andressa Prado, fisioterapeuta hospitalar e docente do curso de Fisioterapia do Unipiaget.
Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Oncology demonstrou que pacientes oncológicos que se mantêm ativos apresentam menos sintomas depressivos e desenvolvem uma percepção mais positiva do próprio corpo, o que impacta diretamente a autoestima e a saúde mental.
Além disso, a prática de atividades físicas pode reduzir o risco de recidiva em alguns tipos de câncer e acelerar a recuperação após cirurgias, quimioterapia e radioterapia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Quanto maior a massa muscular do paciente, menores tendem a ser os efeitos colaterais da quimioterapia, facilitando a recuperação e o enfrentamento dos desafios físicos e sociais”, ressalta a professora.
Para garantir segurança e benefícios, qualquer atividade física deve ser orientada por um profissional de saúde e adaptada às condições de cada paciente, considerando suas limitações e o estágio da doença.








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