Uma comitiva de diplomatas brasileiros viajou aos Estados Unidos em busca de alternativas para as tarifas impostas pelo ex-presidente americano Donald Trump, que afetam diretamente setores como o aço e o alumínio no Brasil. O grupo é liderado por Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty e negociador-chefe do Brasil no Brics e no G20 em 2024.
O movimento faz parte da estratégia do governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar a imposição de medidas de reciprocidade ou uma possível queixa formal junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). As tarifas, que incluem uma taxa de 25% sobre o aço e o alumínio, foram anunciadas por Trump como parte de sua política de proteção à indústria americana, mas prejudicam a balança comercial brasileira com seu segundo maior parceiro comercial, os EUA.
Desde o anúncio do “tarifaço”, diplomatas brasileiros têm intensificado reuniões com representantes da Casa Branca, buscando manter o diálogo aberto. A OMC, considerada pelos diplomatas brasileiros como “paralisada” e sem força para resolver a questão rapidamente, é vista como um último recurso caso as negociações não avancem.
Em entrevista recente, Lula afirmou que o Brasil usará “todas as palavras do nosso dicionário” para negociar com os EUA, um tom mais conciliador em comparação com declarações anteriores em que o presidente cogitava retaliações. Em um documento oficial enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o governo brasileiro expressou preocupações de que as tarifas possam comprometer “severamente” as relações comerciais entre os dois países, apelando por diálogo e cooperação em vez de medidas unilaterais que possam gerar uma espiral de restrições comerciais.







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