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Cesta Básica registra quarta queda consecutiva no Vale do Paraíba, aponta Nupes

Cesta Básica registra quarta queda consecutiva no Vale do Paraíba, aponta Nupes

Cesta Básica registra quarta queda consecutiva no Vale do Paraíba, aponta Nupes
Foto: Freepik

O Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté registrou, pelo quarto mês consecutivo, queda no custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba. Em julho, o recuo foi de -0,54% em relação a junho, quando já havia sido observada uma redução de -1,10%. O valor médio da cesta passou de R$ 2.881,80 para R$ 2.866,20 — uma diminuição de R$ 15,60.

A pesquisa do Nupes é realizada semanalmente em 16 supermercados nos municípios de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão, e considera uma cesta com 44 produtos (54 itens) essenciais de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, voltada a uma família de cinco pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 7.590,00).

Apesar da tendência de queda nos últimos meses, o acumulado de 2025 ainda aponta alta de 1,46%. Conforme a pesquisa, todas as cidades analisadas apresentaram retração no custo da cesta em julho.

Taubaté teve a maior queda mensal (-0,86%) e também registrou o menor valor entre os municípios: R$ 2.829,89. No sentido oposto, Campos do Jordão apresentou a cesta mais cara, com R$ 2.940,11 — uma diferença de R$ 110,22, ou 3,89% a mais, em relação à Taubaté.

Alimentação ainda representa 90% do custo total

Entre os grupos de produtos que compõem a cesta, os alimentos continuam sendo responsáveis pela maior fatia dos gastos (90,33%), seguidos por higiene pessoal (4,91%) e limpeza doméstica (4,76%). Em julho, houve redução nos preços médios dos dois primeiros grupos, enquanto os itens de limpeza doméstica registraram alta de 0,91%.

Alimentos com maiores altas e quedas em julho

Entre os produtos alimentícios, o mamão formosa liderou os aumentos, com alta de +21,72% no Vale do Paraíba. A fruta sofreu com excesso de chuvas no início do ano e frentes frias recentes, que afetaram sua produção. Também registraram aumentos significativos a abobrinha (+14,32%) e a margarina (+4,29%).

No grupo dos que tiveram queda nos preços, os destaques foram a batata inglesa (-34,59%), a cebola (-24,43%) e a cenoura (-20,57%). Esses recuos são atribuídos ao aumento da oferta devido a boas condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Outros produtos que ficaram mais baratos incluem mandioca (-8,83%), ovos brancos (-8,52%), laranja pera (-6,15%), couve (-5,71%), alface (-5,03%) e contrafilé (-4,46%). O café moído também teve queda significativa de preço (-4,03%), influenciada pela nova safra e recuo nas cotações internacionais.

Perspectivas para agosto

Segundo os pesquisadores do Nupes, a expectativa para o mês de agosto é de estabilidade nos preços agrícolas. No entanto, fatores externos, como a tarifa de 50% aplicada por outros países sobre produtos brasileiros (incluindo carne bovina e café), ainda geram incertezas e podem influenciar os valores internos, dependendo do andamento das negociações comerciais.

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