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Cesta Básica tem queda pelo quinto mês seguido no Vale do Paraíba, aponta NUPES

Cesta Básica tem queda pelo quinto mês seguido no Vale do Paraíba, aponta NUPES

Cesta Básica tem queda pelo quinto mês seguido no Vale do Paraíba, aponta NUPES
Foto: Divulgação

O custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba registrou nova redução em agosto de 2025, segundo levantamento divulgado pelo NUPES – Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté nesta terça-feira (2).

O recuo foi de -0,36% em relação aos número de julho, passando de R$ 2.866,20 para R$ 2.855,93 (R$ 10,27 a menos). Este foi o quinto mês consecutivo de queda nos preços.

Apesar da sequência de baixas, o valor da cesta básica no Vale do Paraíba ainda apresenta alta de 1,09% no acumulado do ano. Já no período de 12 meses (agosto/2024 a agosto/2025), a elevação foi de 5,56% (+R$ 150,47), acima da previsão da inflação nacional (IPCA-15), que ficou em 4,95%.

Resultados por município – agosto/2025

  • São José dos Campos: -0,89% (R$ 2.821,85) – maior queda da região
  • Taubaté: -0,33% (R$ 2.820,57) – menor valor da cesta
  • Caçapava: -0,17% (R$ 2.842,92)
  • Campos do Jordão: -0,06% (R$ 2.938,37) – maior valor da cesta

A diferença entre a cesta mais cara (Campos do Jordão) e a mais barata (Taubaté) foi de R$ 117,80, equivalente a 4,18%.

Comprometimento da renda

Considerando o parâmetro de 5 salários-mínimos (R$ 7.590,00 em janeiro/2025), a pesquisa mostra que as famílias da região comprometem em média 37,63% da renda com a cesta em agosto, levemente abaixo de julho (37,76%).

Grupos de produtos – agosto/2025

  • Alimentação: R$ 2.579,06 (-0,39%) – 90,3% do custo total
  • Higiene pessoal: R$ 140,39 (-0,12%) – 4,9%
  • Limpeza doméstica: R$ 136,48 (+0,01%) – 4,8%

Maiores altas:

  • Abobrinha: +18,10%
  • Cenoura: +17,03%
  • Banana nanica: +8,18%

Maiores quedas:

  • Tomate: -16,12%
  • Alho: -13,97%
  • Batata inglesa: -10,63%

Segundo o NUPES, os recuos recentes são explicados pela boa oferta agrícola, safras favoráveis e importações de itens como alho e cebola. Já as altas refletem períodos de entressafra (como no caso da banana e da abobrinha) e problemas de produtividade em algumas lavouras (como a da cenoura).

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