Decisão do governo americano afeta cerca de 6.800 estudantes de fora dos EUA e pode forçar transferências a outras universidades Governo Trump proíbe alunos estrangeiros na Universidade de Harvard
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o confronto com a Universidade Harvard nesta quinta-feira (22) ao revogar a autorização da instituição para matricular estudantes internacionais.
A medida afeta cerca de 6.800 alunos estrangeiros, sendo a maioria estudantes de cursos de pós-graduação. Segundo o governo, esses alunos devem se transferir para outras instituições — caso contrário, perderão o direito de permanecer legalmente nos Estados Unidos.
O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirmou que a decisão foi tomada porque Harvard não entregou documentos solicitados sobre seus alunos estrangeiros.
Em carta enviada à universidade, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou a instituição de manter um “ambiente hostil para estudantes judeus, de promover simpatias ao Hamas e de adotar políticas racistas de diversidade, equidade e inclusão”.
Harvard reagiu e afirmou que a ação é ilegal e compromete sua missão de pesquisa.
O que acontece agora com os estudantes?
Manifestantes protestam contra ações do governo Trump que miram a Universidade de Harvard
REUTERS/Nicholas Pfosi
Estudantes que estão concluindo o curso neste semestre poderão se formar normalmente. A medida entra em vigor no ano letivo de 2025-2026. A turma de 2025 está prevista para se formar na próxima semana.
No entanto, quem ainda não terminou o curso terá que se transferir para outra universidade. Caso contrário, perderá o visto de estudante.
Já os alunos internacionais que foram aceitos para começar as aulas em setembro não poderão iniciar o curso, a não ser que a decisão do governo mude ou que a Justiça intervenha.
Noem disse que Harvard pode recuperar o status de instituição autorizada a receber estrangeiros se cumprir uma lista de exigências em até 72 horas. Entre os pedidos estão registros disciplinares de estudantes internacionais e gravações de protestos ocorridos no campus.
Segundo Noem, Harvard já havia se recusado a fornecer esses materiais. A universidade informou que está trabalhando para orientar os alunos afetados.








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