A Prefeitura de Ubatuba confirmou nesta quarta-feira (14), por meio de exame laboratorial, o primeiro caso de febre Oropouche na cidade em 2025. O paciente reside na zona norte do município, em área próxima a matas e com alta incidência do mosquito Culicoides paraensis, também conhecido como maruim, pólvora ou mosquito-pólvora — principal vetor da doença. O estado de saúde do paciente não foi divulgado.
A febre Oropouche é uma doença viral que tem sintomas semelhantes aos da dengue e da chikungunya, como febre, dor de cabeça, tontura, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e fotossensibilidade. Em geral, os sintomas são leves, mas podem retornar entre 7 e 14 dias após o início do quadro clínico.
“Como os sintomas se confundem com outras doenças transmitidas por mosquitos, é essencial que qualquer pessoa com suspeita procure imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima”, alertou Alyne Ambrogi, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Ubatuba.
Expansão da doença
Tradicionalmente restrita à região Norte do país, a febre Oropouche tem se expandido para outras regiões, inclusive o estado de São Paulo. Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale), já são seis casos confirmados em 2025, conforme dados do Ministério da Saúde.

Casos confirmados de febre Oropouche na RMVale em 2025:
Ubatuba – 1
São Sebastião – 1
Caraguatatuba – 1
Jacareí – 1
Cruzeiro – 1
Bananal – 1
A Secretaria de Saúde de Ubatuba informou que está intensificando a vigilância nas áreas de mata e ações de conscientização junto à população. A principal medida de prevenção é evitar a exposição ao mosquito vetor, utilizando repelentes e roupas compridas ao frequentar áreas com vegetação densa.








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