Os Estados Unidos iniciarão, nos próximos 30 dias, o processo de remoção de soldados transgêneros do Exército, salvo se estes obtiverem uma isenção após uma revisão individualizada, conforme anunciado pelo Pentágono nesta quarta-feira (26). A medida faz parte de um memorando que orienta que membros das Forças Armadas com diagnóstico atual, histórico ou sintomas de disforia de gênero sejam afastados do serviço militar.
O memorando foi divulgado em meio a uma ação judicial contra o decreto assinado pelo ex-presidente Donald Trump em janeiro de 2017, que visava restringir a presença de soldados transgêneros nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Trump afirmou, na época, que essa mudança era necessária para garantir que o Exército mantivesse “a força de combate mais letal do mundo”, eliminando o que ele chamou de “ideologia transgênero” nas Forças Armadas.
Esta ação faz parte das políticas implementadas por Trump durante sua presidência, que visavam atender promessas de sua campanha republicana, especialmente em relação a questões que seus eleitores consideravam parte de uma “ideologia de gênero”. No início de seu mandato, Trump adotou várias medidas que afetaram diretamente a população transgênero nos Estados Unidos.
Entre as ações de impacto, Trump assinou, em janeiro de 2017, uma ordem executiva que restringia os procedimentos de transição de gênero para menores de 19 anos, cortando o financiamento federal para assistência médica em transições de gênero. A ordem determinava que o governo dos EUA não financiaria, patrocinaria ou apoiaria esses procedimentos para crianças ou adolescentes.
Além disso, Trump proibiu mulheres trans de serem alocadas em prisões femininas, uma medida amplamente criticada, pois estudos do próprio governo indicam que pessoas trans têm significativamente mais chances de sofrerem abusos sexuais dentro do sistema prisional.
Essas medidas e declarações de Trump refletem sua postura sobre a questão transgênera durante sua presidência, incluindo a determinação de manter as categorias de gênero estritamente binárias e encerrar programas de diversidade nos órgãos federais.








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