O dólar voltou a operar em queda nesta segunda-feira (20), com os investidores atentos à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apresenta volatilidade, com oscilações entre altas e baixas.
O foco dos investidores está nas medidas que Trump deverá anunciar logo após assumir, com expectativa de decretos sobre imigração, energia e outras áreas chave da economia. As primeiras ações de Trump, esperadas para os primeiros dias de seu mandato, são amplamente analisadas pelos mercados.
No Brasil, a mais recente pesquisa do Banco Central, o boletim Focus, revela que economistas elevaram as previsões de inflação tanto para 2025 quanto para 2026. Para 2025, a estimativa subiu de 5% para 5,08%, mantendo-se acima do teto da meta estabelecido pelo governo. A previsão para 2026 também foi revisada para cima, de 4,05% para 4,10%.
Em resposta a esses cenários, o Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra nesta segunda-feira, injetando US$ 2 bilhões no mercado. Esta foi a primeira intervenção cambial da nova gestão de Gabriel Galípolo no comando da instituição.
Dólar e Ibovespa: Performance no Mercado Às 11h20, o dólar estava cotado a R$ 6,0460, com queda de 0,32%. Na última sexta-feira (17), a moeda americana havia subido 0,20%, fechando a R$ 6,0655. No acumulado semanal, o dólar apresentou queda de 0,59% e, no ano, recuou 1,85%.
No mesmo horário, o Ibovespa tinha leve alta de 0,06%, alcançando 122.427 pontos. Na sexta-feira, o índice subiu 0,92%, terminando o pregão aos 122.350 pontos, com um ganho acumulado de 2,94% na semana e 1,72% no mês.
Impactos das Medidas de Trump e Expectativas para o Mercado A posse de Trump é um evento chave para os mercados, com grande foco nas políticas econômicas do novo presidente. Decretos e ordens executivas relacionadas à imigração e ao setor de energia devem impactar diretamente os mercados, e os investidores aguardam ansiosos por essas diretrizes. Além disso, declarações recentes do novo secretário do Tesouro dos EUA indicam que as políticas de Trump poderão ajudar a reduzir a inflação e impulsionar os salários nos Estados Unidos.
No campo macroeconômico, a atividade econômica dos Estados Unidos segue sendo observada de perto. Dados mais fracos do varejo e um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego indicam uma desaceleração gradual da economia americana. Isso sustenta as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) adotará uma postura cautelosa, com projeções de apenas dois cortes de juros durante 2025.
No Brasil, o mercado também ajusta suas expectativas para o crescimento do PIB e para os juros. O Focus indicou uma leve revisão para o crescimento do PIB em 2025, de 2,02% para 2,04%, enquanto a projeção para 2026 foi reduzida, de 1,80% para 1,77%.








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